Criptomoedas: Promessa ou realidade?

Equipe ConnUP
1 de março de 2021

O QUE SÃO CRIPTOMOEDAS?

Muito se tem falado sobre Criptomoedas e dentre elas, o Bitcoin. Mas o que são as Criptomoedas?

As criptomoedas são basicamente arquivos digitais e funcionam como uma moeda alternativa.

Elas não são impressas, assim como nas moedas tradicionais, por governos e bancos. São moedas criadas por “mineração”, ou seja, processos computacionais complexos.

A primeira criptomoeda criada no mundo e a mais famosa é o Bitcoin. Atualmente ela pode ser usada para a compra de produtos e serviços, que as aceitem.

O Bitcoin é a primeira moeda descentralizada do mundo, ou seja, não é regulada por governos, bancos ou empresas, é possível comprar, enviar e receber sem nenhum intermediário, como bancos ou emissores de cartões de crédito.

Todas as moedas e transações são registradas em “blockchain”, que as registram todas em um mesmo índice global, uma espécie de banco de dados descentralizado, que usa da criptografia para o registro as transações.

Por ser criptografado, os arquivos não podem ser copiados ou fraudados e nem rastreadas.

Conforme informações da Buy Bitcoin Worldwide, atualmente existem cerca de 18.907.687,5 de Bitcoins, restando apenas 2.092.312,5 para serem minerados.

No Brasil, segundo dados de câmbio disponibilizados pela Morningstar e de criptomoeda pela Coinbaseo, o valor atual do Bitcoin, está em R$253.726,63, sendo que no mesmo período de 2020, o Bitcoin valia R$38.955,34, ou seja, um crescimento de 651.32% em apenas 1 ano.

Se utilizássemos de maneira simples o cálculo aplicando esse percentual de crescimento, significaria dizer que, para àqueles que “investiram” R$2.000,00 em fevereiro de 2020 em Bitcoin, estariam em fevereiro de 2021 com R$13.026,54, um ganho de R$11.026,54 em apenas 1 ano.

A primeira vista, muito interessante.

COMO FUNCIONAM AS CRIPTOMOEDAS?

Atualmente existem centenas de diferentes tipos de criptomoedas, mas o Bitcoin ainda é a mais popular.

Para recebê-las, o usuário deverá ter um endereço de Bitcoin, ou seja, uma série de 34 letras e números.

O Bitcoin é negociado na internet e esse endereço é usado como caixa postal, porém, não há registros das operações aos endereços, o que gera a anonimidade aos seus usuários.

As carteiras virtuais fazem o gerenciamento do dinheiro, atuando como contas privadas, porém, se as informações são perdidas, às moedas referente àquela carteira também se perdem e está aí um dos riscos da criptomoeda.

Como já informado, o Bitcoin é negociado em sua própria rede, o Blockchain, ou seja, Blockchain é o banco de dados onde todas as transações de Bitcoin serão registradas, entre os participantes da rede.

O Bitcoin é descentralizado e aberto (embora as informações dos participantes sejam anônimas). Isso significa dizer que, cada transação de Bitcoin é feita entre membros, registrada através de um sistema e por membros mineradores, que verificam cada transação.

Após serem validadas, as transações são acrescentadas a blocos de transação, de onde vem a origem do nome “Blockchain”. A cada 10 minutos, são criados novos blocos e é isso que garante a segurança dos dados. Devido a estes blocos, até então nunca se conseguiu fraudar o Bitcoin.

Os Bitcoins ficam armazenados na carteira digital de cada usuário, por onde é possível transferir e acessar as moedas. Carteiras digitais são softwares instalados em computadores ou celulares e o Blockchain é um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informações pela internet. São pedaços de código gerados virtualmente que carregam informações conectadas. Resumindo, o Blockchain é um livro de registros de contabilidade público e compartilhado, no qual toda a rede Bitcoin confia. Todas transações confirmadas são incluídas na cadeia de blocos. Desta forma, as carteiras de Bitcoin podem calcular seu saldo disponível e novas transações podem ser verificadas para que se possa usar bitcoins que são realmente de propriedade de quem está gastando. A integridade e ordem cronológica da cadeia de blocos são protegidas por criptografia, por isso, ela é tão segura.

QUEM DEFINE O VALOR DO BITCOIN?

O Bitcoin, como qualquer outra moeda, sofre variações diárias e por ela ser limitada, como mencionado anteriormente, segue a lei da oferta e da demanda, ou seja, quanto mais pessoas querendo, mais caro fica e vice-versa.

Especialistas afirmam que o valor do Bitcoin tende a aumentar, pois é uma moeda deflacionária, ou seja, devido ao fato de ela ser uma moeda limitada, diferente das demais, como o Real, o Euro ou o Dólar, moedas que normalmente são impressas e emitidas conforme a necessidade (dessa maneira resultando em inflação), o Bitcoin e seu código, foram desenvolvidos de maneira que apenas 21 milhões de moedas possam ser emitidas, esse é o limite. Atualmente estamos próximos dos 19 milhões.

A escassez irá gerar valor e isso é o que motiva o mercado de criptomoedas.

Ao contrário de outras moedas, o Bitcoin apresenta uma oscilação muito grande e em certos momentos, ela pode variar num mesmo dia 20%.

Alguns motivos contribuem para essa oscilação: o fato de o Bitcoin ser limitado, a alta demanda por ele e o surgimento de corretoras, que contribuem pela notoriedade da moeda e assim o aumento da demanda. Um outro fator muito importante que impacta diretamente na “cotação” do Bitcoin, é o dólar. Portanto, quaisquer oscilações na moeda americana, influencia diretamente no valor de Bitcoin no Brasil.

VANTAGENS E RISCOS

Alguns especialistas dizem que é uma clássica bolha especulativa, ou seja, investidores eufóricos pagando por um ativo muito mais do que ele é válido por medo de ficar de fora.

Estes especialistas classificam o Bitcoin no mesmo perfil de “bolha” que foi a Internet em 2000 e a bolha imobiliária nos Estados Unidos que levou a crise de 2008.

Já outros economistas acreditam que o entusiasmo e o crescimento acerca do Bitcoin, foi por ele ter passado para o mercado financeiro tradicional. Existem especulações de que grandes instituições financeiras já estejam usando ou investindo em criptomoedas.

Um dos maiores receios do mercado em relação às criptomoedas, é o fato delas não serem reguladas. Esse fato facilita a utilização das criptomoedas na “deep web”, que não pode ser acessada por um navegador de internet normal, isso significa dizer que, existe uma parte da web que não é indexada pelos mecanismos de busca, como o Google, Bing, Ask, entre outros. Portanto, fica oculta ao grande público. Com a deep web não sendo rastreável, pelo menos nos mecanismos normais e as criptomoedas serem descentralizadas, acaba facilitando o comércio ilegal, entre eles, armas e drogas. Esse é um dos motivos e uma das justificativas que as autoridades governamentais ainda olham com desconfiança para as criptomoedas, o que torna ainda para muitos especialistas, uma grande ameaça para os investidores.

Ainda como pontos a serem analisados, podemos citar a volatilidade da moeda. O que para alguns investidores é interessante, para outros mais conservadores, pode ser um grande risco.

Alguns países como Coréia do Sul e China já se mobilizam contra o Bitcoin. Alegando a descentralização das informações e da volatilidade da moeda, a China em 2019 lançou o Yuan Digital, sua própria moeda virtual, porém esta é centralizada e considerada apenas como complemento da moeda atual chinesa.

Já a Coréia do Sul, anunciou no final de 2020, medidas duras para combater a negociação de criptomoedas e disse estar considerando fechar as bolsas de bitcoin que operam no país.

Este tipo de ameaça e influência de regulação e centralização governamental, gera em muitas pessoas o sentimento de risco e acaba desestimulando a entrada de muitos potenciais investidores no mercado de criptomoedas ou numa entrada mais cautelosa e conservadora.

 Já, algumas instituições financeiras europeias estão aguardando e cada vez mais, estão olhando para o mercado de criptomoedas com mais simpatia e um dos maiores motivadores é a tecnologia por trás do Bitcoin que é vista como infalível e segura.

Uma moeda que em alguns meses duplicou seu valor desperta euforia e ao mesmo tempo preocupação, o que reforça ainda mais a teoria de “bolha”.

A valorização do Bitcoin levou muitas pessoas a buscarem essa criptomoeda como uma forma de investimento. Por isso, existem corretoras e empresas especializadas na oferta de Bitcoin.

Vale lembrar, entretanto, que esse é um investimento de alto risco: na mesma proporção que pode enriquecer seus investidores muito rapidamente, também pode fazer com que percam muito dinheiro.

Por isso, fique atento com “empresas” oferecendo serviços de Bitcoin e prometendo ganhos superiores, mesmo até, do que faz parte do histórico das criptomoedas. Nestes últimos anos, surgiram muitas “empresas” oferecendo serviços, que nada mais eram, que verdadeiras pirâmides financeiras. E àquilo que deveria despertar entusiasmo e motivação, trouxe prejuízos incalculáveis para algumas pessoas. Fique atento com os “charlatões” no mercado de criptomoedas, esses são as verdadeiras ameaças do mercado atualmente.

Outro ponto importante a se destacar, é que os investidores de Bitcoin que lucraram acima de R$35.000,00 são tributados pelo Imposto de Renda e consequentemente devem ser incluídos na declaração do IR.

Para Pablo Tertuliano da Owens Capital, a perspectiva para 2021, é da entrada de novos players gigantes neste mercado, como alguns bilionários e grandes empresas anunciando que já aderiram e estão trabalhando com Bitcoin, posicionando assim ainda mais esse ativo como reserva de valor. Impactando inevitavelmente e diretamente de maneira positiva na valorização do Bitcoin.

Já existem pessoas famosas e empresas que se declararam entusiastas das moedas virtuais, como Messi, 50 Cent, Ashton Kutcher, porém, nenhuma outra empresa ou celebridade gerou tanto entusiasmo para os “Bitcoiners” como o anúncio da poderosa indústria de carros elétricos do Bilionário Elon Musk. A TESLA investiu 1,5 Bilhões de dólares em Bitcoins e esse fato para muitos, sela como garantia de credibilidade e segurança no mercado de criptomoedas.

De maneira genérica, pode-se dizer que apesar de algumas definições acerca das criptomoedas estarem pendentes, com toda certeza, existem muitas pessoas e empresas faturando alto com elas. Existem os riscos sim, porém, os números demonstram que algumas pessoas já construíram receitas suficiente para diversificar seus investimentos com mais segurança. Quanto maior o risco, maior a oportunidade de ganhos, basta saber fazer e com quem.

Existem muitas pessoas e empresas especialistas em investimentos no mercado, da mesma maneira, existem muitas pessoas e empresas com credibilidade que operam no mercado de Bitcoin, basta saber fazer e com quem fazer.

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